Polly
O vestido vermelho, pendurado na janela
Esvoaça com o vento, leve, lindo, nela
Vestido de ton quente, vermelho, ardente
A despida do pudor, do medo e do presente

Era pela janela que o vestido ia, fugia
Nas noites de inverno, pulava a janela e corria
No corpo da garota de cabelos compridos
O vestido se corrompia, era tapete na noite fria

Nos lençóis em que o despiam, riam, gemiam
O suor ficava impregnado, no vestido amarrotado
No batom borrado, ficavam marcados os beijos
No vestido, as marcas do desejo
Na janela, o amor, ainda proibido
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1 Response
  1. Patricia Says:

    Muuuuuuuuuuuuuuuuito bom .. =)