Polly
Ela me diz coisas que não quero saber
Mesmo que eu esteja surda
Ela me mostra coisas que preferia não ver
E eu ainda nem abri os olhos

Ela me joga de um precipício
Mas meus pés continuam no chão
Ela me puxa pra baixo e me afoga
E eu ainda estou sentada na areia

Ela me faz esquecer o sol
E eu me molho na chuva
Ela me dá as respostas
Mas eu nem se quer perguntei

Mesmo assim, ela me protege, me guia
Está sempre comigo, nos momentos bons
Ou mesmo antecipando os ruins.

Ainda assim, às vezes eu a odeio
Preferia não ver nem saber
Preferia continuar parada no meu lugar
E como eu a odeio, são nesses momentos
Que eu odeio minha intuição.
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