Polly

- Me sinto em um navio sem rumo,
a navegar em meio a uma tempestade.

Olho pra trás e tanta coisa se foi,
a terra firme, sólida,

onde antes fincava meus pés e minhas certezas,
parece agora não apenas inalcançavel mas inexistente.



E ao rumar pra um futuro,
sem rumo, sem ponto
de chegada ou objetivos,



e ao me deparar com fortes ventos
que me fazem de marionete,
me jogando de um lado a outro sem pestanejar.


Mas estou cansada e enjoada da viajem,
quero uma certeza, um chão...
ou no mínimo uma bússola!



Quero me sentir EU, ao menos mais uma vez.
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